Os deuses condenaram Sísifo a rolar constantemente uma rocha até o cume de uma montanha de onde a pedra se precipitava por seu próprio peso. Eles pensaram com alguma razão que não há punição mais terrível que o trabalho inútil e sem esperança.
Aguardar amanhecer para uma nova oportunidade de vivenciar os mesmos erros e acertos de ontem, um presente repetitivo no carrocel de sentimentos sem solução. A bula que nenhum zoom consegue alcançar. Viver sem medo e sem culpa do vício da fantasia do mundo digital.
O click que não satisfaz e nem traduz a realidade, mas ali, fixado, faço o dia nascer para esperar o inesperado, ou quase nada corresponde às expectativas, mas quero viver na ilusão de resolver todas as questões.
Está no relacionamento, em qualquer acontecimento, na casa, no trabalho, no amor e na vida. Lidar com tantos sabores e desabores para sanar as dúvidas, que nunca as respostas são exatas. A complicada harmonia da repetição do cotidiano aplicada na sociedade inerte debruçada sobre o caos interno das suas próprias emoções.
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