Carta aberta para os meus professores

Nós primeiros dias de aula, o carinho, atenção e cuidado da tia, é o primeiro nome chamado, com medo, estranhando o ambiente, antes, acostumado com o aconchego de casa. No mesão e dois bancos largos, tudo começou, a sílaba, a vogal, a primeira frase.

Depois o nome muda, passa a ser professora, mas os ensinamentos seguem em lições e trabalhos e as provas. Conhecendo mais as quatro operações com noções para aplicar na vida. A soma dos números e o contato com as novas amizades. Ambiente de aprendizado interno e externo. O interior dos sentimentos em multiplicação com a soma de tudo que é aproveitado para aplicar na vida

É um teorema de significado, com substantivo simples e composto, tudo bem medida para do forma a frase e da sentido ao parágrafo, respeitando a pontuação. Um verbo conjugado corretamente é um afago ao mestre com carinho.

No mundo das palavras, o senso crítico, é a ordem dos pensamentos. A interpretação embasada para discordar. Manter o respeito, mesmo pensando diferente. E ali, estava o professor, caminhando lado a lado no trajeto acadêmico. No país que não reconhece e valoriza quem, ainda assim, há insistência e amor para ensinar o pequeno, jovem e adulto na construção de um ser humano melhor. O desenho com lápis de cor que aos cinco anos era indecifrável, a equação de segundo grau sem resultado, a interpretação do texto correta e a filosofia para pensar e refletir. O advérbio de tempo para enquadrar cada momento e agradecer, as conversas nos corredores e a confiança. Obrigado!

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