Samba, marchinha e alegria, junção resistente nos tempos sombrios de um Rio de Janeiro desfalcado por um prefeito que mistura religião com política. Os blocos de rua carioca mexem positivamente com a economia, porém, os organizadores relataram diversos problemas com órgãos ligados a prefeitura.
O bloco tradicional Cordão do Boitatá fez uma vaquinha virtual, conseguindo arrecadar dinheiro suficiente para realizar o carnaval da liberdade, com altivez, mas também com protesto. Definitivamente, a arte está na rua.
Reconhecimento no olhar e na presença dos frequentadores do bloco. O veterano, Carlos Andrucha, 38 anos, revelou que o Boitatá não perde a essência de levar a reflexão da importância de questionar e não ficar inerte diante da ignorância.
Afirmação endossada por Catarina Criscia, 26 anos, fantasiada de laranja da corrupção, homenageado certos políticos, ressaltou, a força de um bloco que desfilou sem apoio da prefeitura, mas teve a colaboração do povo. Bonito de acompanhar!!!
O carnaval de rua do Rio, em 2019, perdeu para São Paulo, por aqui, resistimos, como deve ser. Foi na música que sempre protestamos, tentaram nos calar, nas notas musicais, o sofrimento virou acorde, a melodia, choro contido. E o amor sempre foi o mote para fazer valer o nosso carnaval.
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