O amor arranhado para ganhar liberdade

Trair é mais corriqueiro do que você imagina. Essa afirmação assusta muitos casais. A psicanalista Regina Navarro Lins disserta sobre o assunto em seus livros e palestras. O amor romântico defende a tese de pertencimento, o sentimento de posse e dominação. Ela também separa o amor e o sexo.

O tema é polêmico, gera discussão. Pedro, 33 anos, casado, trabalho embarcado, fica 15 dias no mar e 15 descansa. O tempo afastado da mulher gera desconforto na relação. "A comunicação é difícil no mar, duas vezes no dia consigo enviar mensagem e conversar um pouco. O sinal é fraco."

A interação via internet dificulta, mas não impede a pulada de cerca. Pedro, mora em Juiz de Fora, de vez em quando chega antes no Porto do Rio, aí tudo acontece. Semana passada ao comprar sua passagem pediu ajuda do vendedor:

Pedro: - Amigo, por favor, olha as minhas costas?!

O vendedor sem entender, disse: - Você está arranhado.

Sem pestanejar, Pedro, mudou os planos e decidiu comprar as passagens para o último horário e saiu dizendo que era melhor assim.

O vendedor questionou:
- A sua mulher confere frente e verso quando você chega em casa?

Pedro: - Sim! (respondeu aos risos)

E antes de deixar o guichê lançou a pergunta: "E quando estou embarcado, quem me garante a fidelidade dela?

Em recente entrevista para o site  Universa, Regina Navarro aponta: A questão é que uma relação não se  sustenta com a convivência cotidiana e obrigatória. Não dá mais para manter a idealização. Aí surge o desencanto, o ressentimento e a mágoa.

Por esses motivos, Daniela abú, 32 anos, enfermeira, decidiu viver um relacionamento aberto. "Está tudo combinado, cada um faz o quer, só não pode deixar o outro saber". Segundo Priscila Zacharias, psicóloga especializada em sexualidade, ambos devem entender que em um relacionamento assim assumiram um compromisso, mas estão abertas a um possível envolvimento físico com outras pessoas.

A exclusividade sexual é a grande preocupação de homens e mulheres. Mas ninguém deveria se preocupar se o parceiro transa com outra pessoa. Homens e mulheres só deveriam se preocupar em responder a duas perguntas: Sinto-me amado(a)? Sinto-me desejado(a)? Se a resposta for "sim" para as duas, o que o outro faz quando não está comigo não me diz respeito. Sem dúvida as pessoas viveriam bem mais satisfeitas. Afirma, Regina.

Fonte:
https://universa.uol.com.br/noticias/redacao/2012/12/08/ninguem-deveria-se-preocupar-se-o-parceiro-transa-com-outra-pessoa-diz-psicanalista.htm

https://universa-uol-com-br.cdn.ampproject.org/v/s/universa.uol.com.br/noticias/redacao/2018/03/24/relacionamento-aberto-conheca-10-regras-de-especialistas-para-dar-certo.amp.htm

Comentários