A nova vitima da mineradora: Brumadinho

As imagens da lama invadindo Brumadinho, aterrorizante, os números de vítimas só aumentam.
Os rejeitos atingiram residências e a área administrativa da empresa no local, conhecido como Mina Córrego do Feijão. Ao menos 200 pessoas estão desaparecidas, segundo o Corpo de Bombeiros.

Nesse momento as famílias buscam informações sobre as vítimas da tragédia que atingiu Brumadinho. A mineradora Vale, dona da barragem, afirmou que havia funcionários da empresa no refeitório no momento do rompimento. A distância entre a sede da mineradora e a barragem que se rompeu é de cerca de 1,6 km.

À BBC News Brasil o secretário-adjunto de Saúde da cidade, Geraldo Rodrigues do Carmo, disse que a chamada Vila Ferteco, também atingida, abriga casas e sítios, mas não é muito populosa. A região foi evacuada.

O rompimento em Brumadinho remete a outra barragem da Vale na região de Mariana (MG), se rompeu, não faz muito tempo, completou três anos.  Morreram 19 pessoas e três distritos - Bento Rodrigues, Paracatu de Baixo e Gesteira - ficaram destruídos. Administrada pela Samarco, subsidiária da Vale, a barragem de Fundão liberou 34 milhões de metros cúbicos de rejeito de minério, que desceram 55 km pelo rio Gualaxo do Norte até o Rio do Carmo e outros 22 até o Rio Doce.

A avalanche de lama percorreu 663 km de cursos d'água e atingiu 39 municípios em Minas Gerais e no Espírito Santo - o maior desastre ambiental do país. Porém, parece que as mineradoras nada aprenderam.

Podemos chamar de mais uma tragédia anunciada, aguardar as providências do atual governo para investigar e punir os envolvidos. Também, será preciso legislar com mais rigor, não dá mais para aceitar, há cada três anos, um novo desastre ambiental.



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