Viver em uma sociedade que sempre foi patriarcal fomenta uma força maior para se destacar dentro desse meio. Arrisco em dizer que quem hoje não se declara feminista está retrocedendo, voltando no tempo e com isso buscando permanecer em uma época que não volta mais.
Sempre que sou questionado sobre o assunto, digo e repito, a busca pela igualdade que o movimento defende é autêntica. A jornalista Ana Paula Padrão escreveu em sua coluna publicada na Revista Isto é sobre o tema. "Se o feminismo é o movimento que defende que homens e mulheres tenham as mesmas oportunidades, claro que sou feminista. Mas hoje há tantas vertentes do feminismo que o conceito em si já me confunde".
A professora e filósofa Márcia Tiburi declara que o feminismo é para quem gosta de transformações sociais. Portanto acompanhar e refletir sobre as diversas vertentes que o movimento questiona é se reciclar constantemente para não cair em velhas situações que insistem em permanecer dentro desse meio dominado somente por homens.
Há diversas nuances que o feminismo pode ser compreendido: O feminismo negro, surge da premissa que a mulher negra sofre uma dupla opressão, a questão é aprofundada pelo racismo existente e tão hipócrita existente na sociedade contemporânea. Pode-se incluir também o genocídio dos jovens negros e a intolerância religiosa.
Outro ponto é o feminismo pós-moderno, procura unificar a diligência de gênero com as de outras minorias classificando classe social, raça, orientação sexual, deficiência física. Tiburi destaca que o feminismo foi, e ainda é, abominado e perseguido pelo sistema patriarcal. Esse modelo que perdurou durante anos está cada vez mais distante dos dias atuais.
Um movimento que consolida esse modelo em desuso é o feminismo radical, a defesa é que a raiz da opressão feminina reside nos papéis sociais inerentes ao gênero. Para melhor compreensão observe o quadro abaixo elaborado pelo site Festival Marginal:
(Site do Festival Marginal: http://www.festivalmarginal.com.br/feminismo/o-que-e-feminismo-radical-a-pergunta-que-nao-quer-calar/)
Para finalizar as diversas vertentes discutidas nesse artigo, o feminismo liberal, que defende o alto empreendedorismo, a liberdade de escolha, decisão sobre sua vida, sem o mínimo de intervenção de estado, de família, é assegurar a igualdade entre homens e mulheres na sociedade mediante reformas políticas e legais. A busca incessante de ter o direito de viver e de se relacionar com todas as suas possibilidades de conquistas e frustrações.
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