No Jardim Botânico nem tudo são flores

O lugar que o verde predomina o preconceito chega imbuído da ignorância, da ilusão de ser melhor do que o outro. Mas para justificar o que não há explicação cabível, a busca por agir com serenidade permite fluir melhor o descaso.

Não é o caso de ficar acostumado ao ser tratado com falta de educação, é que o exemplo está na atitude para se diferenciar daquele que desconhece a base de tudo nessa vida, a educação e o respeito.

Usei adjetivos para fortalecer que o bom atendimento de uma loja, quiosque ou qualquer local que presta serviços ao público tem como princípio uma boa recepção. Caso que não ocorreu no Jardim Botânico.

Ao parar no restaurante para lanchar, cuidado, o atendente debocha se o consumidor não souber diferenciar o bolo de um brownie. Aquela situação desagradável reforça o preconceito do preconceito.

Acostumado a receber pessoas de poder aquisitivo na zona sul carioca, ao escutar dúvida de um mero morador da cidade, o rapaz se achou no direito de ironizar aquela situação, e ele talvez, até sem saber o significado, fortalece, a separação das classes e a desigualdade que ele mesmo vive diariamente.

Ainda bem que o verde é democrático, as cores são supremas e vivem em harmonia na mata, não brigam e nem discriminam, até se protegem dos inimigos, no Jardim Botânico de beleza natural, assim como na vida, nem tudo são flores. 



Comentários