As muitas ideologias de Cazuza

Ideologia eu quero uma para viver. Aquele garoto que iria mudar o mundo assiste tudo lá de cima. Provocador, crítico, sagaz, jovem sinônimo que representou os anos 80, do bom rock e das festas cariocas. Nesse turbilhão de emoções escreveu, cantou, amou e viveu.

Seus dias intensos, veloz, amor a flor da pele, paralelo, universal, a música sendo configurada e Cazuza, o garoto que desejava mudar o mundo, tornou-se ícone de uma juventude que buscava uma ideologia para viver.

Em seus versos todo sentimento que transbordava desse garoto, que nunca temeu viver a vida, com todos os vícios e medos, mas também com muita beleza, de boas novas para encarar as dificuldades como algo vivo que acabava versos de suas canções.

Mesmo sabendo que os seus grandes inimigos continuavam no poder, não deixou de seguir em frente, um legado musical incontestável, rico em críticas de uma sociedade ditadora, afinal, anos 80, tempos de mudanças no cenário político.

Nas suas observações em suas composições, as críticas seguem atuais nos dias de hoje. A política segue sendo um jogo de poder e interesses, sem punir quem realmente merece.

E quando o assunto deixa de ser a bagunça partidária, vem ele soberano falando de amor, esse sentimento que desorganiza a vida e o coração, mas que faz parte do show, ou seja, escutar Cazuza é passear e refletir o cotidiano, descobrir que a melhor ideologia de vida é a busca constante de encontra-la. 





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