Território de grandes eventos, o Rio de Janeiro tem virado
manchete em jornais e revistas pela quantidade de violência que só faz aumentar
os números estatísticos da guerra civil que impera na cidade que vai sediar os
jogos olímpicos de 2016.
O Rio é uma cidade conhecida e cobiçada mundialmente por
suas belezas naturais, o que tem mudado esse cenário são os constantes atos
violentos que tem se expandido por toda cidade, sem freio, sem ordem. Há cada
dia que acontece um assalto seguido de morte, as providências tomadas pelos
responsáveis por garantir a ordem e a segurança já são velhas conhecidas dos
cidadãos cariocas.
A resposta dada é categórica: “Policiamento ostensivo na
região”. Pode observar, não muda, passa-se alguns dias e tudo fica
transcorrendo do mesmo jeito. A sensação do salve-se quem puder está se
espalhando pelo Rio de Janeiro, desprotegido e aberto para tantos casos de
violência.
Como o que aconteceu no último fim de semana com uma
turista na região da Praça xv, no Centro, sem intervalo mais um caso chocante,
o médico Jaime Gold, andava de bicicleta na Lagoa e foi atacado, segundo
testemunhas de forma brusca e covarde e mesmo sem ter reagido, foi esfaqueado.
Gold foi socorrido e levado para o hospital, mas não
resistiu os ferimentos, sua filha Clara, usou a rede social para mostrar sua
indignação e tristeza diante dessa tragédia. "Ninguém merece sofrer o que
você sofreu, tamanha violência. Mesmo estudando Psicologia não consigo
compreender o que leva um ser humano, ainda mais em uma circunstância como
esta. Uma bicicleta e uma carteira por uma vida".
Mais uma vida interrompida, arrancada da família de forma
covarde, é preciso continua a viver, é preciso saber viver, mas nada vai mudar
o que aconteceu com essa família, o estado preciso ser mais presente, o governo
precisa ser mais ágil. Falar bonito na entrevista não conforta e não resolve. Esse
caos sitiado na cidade só será resolvido com estratégia, planejamento e competência.
Ações diárias para implantar e coibir a violência. O Rio da cidade olímpica
quer paz.
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