Repórter Sem Conduta




Ao assistir o vídeo com a reportagem realizada pela repórter Mirella Cunha do jornal Brasil Urgente local da Bahia, é notável a sua total falta de seriedade na abordagem realizada com o acusado de estupro Paulo Sérgio Silva Souza. Conduziu toda a entrevista fazendo insinuações e ironias ao Paulo que visivelmente sem graça ficava sem resposta e outas vezes se quer entendia a pergunta feita por Mirella. As imagens são constrangedoras para o acusado e para muitos telespectadores que assistiram a matéria perplexa com a desenvoltura negativa de uma profissional da imprensa fazendo verdadeira chacota com a ignorância do rapaz. Podemos constatar que Paulo foi oprimido, humilhado, desrespeitado sem ainda ter sido julgado. Programas sensacionalistas da televisão se aproveitam desses casos para alavancar audiência e para agravar a situação essas reportagens onde o acusado é julgado pela mídia  acabam sendo arquivados por falta de provas. A pergunta que fica sem resposta é a seguinte: E depois como continua a vida desse jovem? Ressaltando que a atitude da Mirella foi de acusa-lo desde o início da matéria e não satisfeita ainda tripudiou da pouca cultura do rapaz. Esse caso poderia ter passado despercebido, mais hoje com a força da internet ganhou visibilidade em todo o país, contra a repórter da Band vários órgãos da imprensa repudiaram a reportagem e a maneira hedionda que foi ao ar. Afinal qualquer entrevistado deve ser tratado com respeito, humanidade e dignidade, independente da situação.  A indignação aumenta sobre a Mirella quando o que deveria ser abordado na matéria se quer foi comentado, Paulo foi preso por roubar o celular e um cordão de ouro de uma mulher.                                                                                                             A postura da repórter fere o código de ética dos jornalistas em vários aspectos: Mostrou opinião em um veículo de comunicação sem responsabilidade alguma. Ignorou que a presunção de inocência é um dos fundamentos da atividade jornalística e verificamos que desde o início da reportagem ela ficou acusando Paulo de estupro.                                                                                                 Usou de sensacionalismo na condução da entrevista ao invés de procurar apurar os fatos, se quer buscou provas que fundamentavam sua acusação de estupro ao jovem deturpou a imagem a diante da sociedade, usando da sua falta de conhecimento e tripudiou em cima disso.                                                                                          O direito a liberdade de expressão não justifica o ato cometido pela repórter Mirella Cunha de crucificar em uma rede de televisão um acusado supostamente de estupro alegando que o público gosta de assistir esse tipo de matéria. A Condução e apresentação coerente de uma reportagem ficam a cargo do profissional de comunicação que respeita o que faz e tão logo irá respeitar seu entrevistado.

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