A morte trágica da princesa Diana acendeu uma questão hoje tão banalizada na mídia: Os limites da invasão de privacidade das figuras públicas. O acidente ocorrido em 1997 trouxe a questão do que realmente é relevante falar ou mostrar sobre tal personalidade. Ao estudarmos a história de Diana, podemos verificar que o interesse da imprensa por sua vida é desde o início da usa relação com o príncipe Charles e também pelo envolvimento nas causas sociais pelo mundo. Sempre educada e carismática com todos acabou caindo nas graças da mídia com quem sempre teve uma boa relação. Também teve sua vida invadida quando casou com o príncipe Charles e suas supostas traições e discussões do casal sendo veiculada em demasia pelos órgãos da imprensa. Diana sempre soube utilizar a mídia em seu favor mesmo depois da separação de Charles, seguiu sendo uma das personalidades mais requisitadas pela imprensa mundial.
A sua boa relação com a imprensa, os fotógrafos abriu um paradoxo ao mesmo tempo em que tinha sua privacidade invadida ela sucumbia os pedidos de jornais e revistas fotografando em belas fotos ensaiadas. Diana foi vítima de sua própria e voluntária exposição à mídia. Uma pessoa ao torna-se figura pública irá acarretar para sua vida a curiosidades de desconhecidos que através da mídia passam a acompanhar sua vida e bem sabemos que os paparazzi apesar de serem retratados como os grandes vilões, só existem porque há demanda no mercado para o trabalho deles. Com a comoção mundial causada pela morte da princesa os paparazzi levaram a maior parte da culpa. Ainda assim acho que os fotógrafos não foram os principais culpados, pesquisando sobre a trajetória de Diana percebo certa atração pela mídia, ela ao mesmo tempo provocava os jornalistas e fugia deles. Uma espécie de armadilha que ela criou e acabou sendo presa num caminho sem volta, fez de sua vida uma novela real acompanhada por telespectadores do mundo todo. Realmente era impossível privacidade para uma princesa que havia se transformado numa celebridade. O apelo midiático causado pela imagem, postura de Diana culminaram na total invasão de privacidade que ela de certo modo sempre alimentou sendo uma figura pública de prestigio. A princípio os paparazzi foram os mais criticados e julgados na morte dela, o que poucos salientavam era que a própria procurava frequentemente a imprensa. Ela costumava telefonar para editores para alertá-los sobre boas oportunidades de fotografá-la. Uma relação de interesse, ambos não deveriam reclamar já que o retorno era sempre bom. Ao emprestar sua imagem para vender e promover sua vida, a imprensa usava para vender milhões de revistas e jornais. Diante de tantos interesses a figura pública perde o direito da privacidade, é o preço pago pelo fato de ser reconhecido pela mídia. Salientando os benefícios que também colhe pelo fato de ser notável, com publicidade, propaganda, enfim com a venda da própria imagem. A pessoa que se propõe está na mídia deve saber que assuntos de sua vida privada vai gerar interesse dos outros então a responsabilidade da condução da vida pessoal fica com a própria celebridade.
A sede da imprensa em noticiar a vida das celebridades alimenta esse mercado dos paparazzi no mundo todo e causando uma inversão total de valores do que é relevante divulgar ou não sobre tal atitude envolvendo uma celebridade, esquecendo até mesmo de investigar a veracidade da foto, da notícia. Hoje o clique vale e é lançado nas mídias fazendo com que cada um tenha a sua interpretação da foto veiculada. A troca estabelecida entre Diana e os paparazzi infelizmente acabou de forma trágica, o interesse de levar ao público a última intriga, a última foto, o último sorriso de uma das mais importantes celebridades das comunicações que teve sua vida privada, devassada pela mídia.
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