A matéria é da Samanta Obadia que tem uma coluna no Jornal O Dia.
Pré-conceito e o ser humano Rio - Constantemente ainda nos deparamos com episódios que comprovam a insistência de muitos em lidar com o diferente. Aliás, mais que isso, em respeitar o próximo, partindo do princípio de que todos somos iguais. Cenas lamentáveis de um médico que ofendeu uma atendente de cinema pela sua cor de pele e de um gay sendo espancado numa boate sem qualquer justificativa retratam nossa realidade. Inúmeros são os casos de intolerância e irracionalidade, partindo de pessoas que são muito mais seres do que humanos. “Deveria estar morando na África, cuidando de orangotangos”. Essas foram as palavras do endocrinologista Heverton Menezes à atendente do cinema. Outras duas pessoas o reconheceram e também o denunciaram por insultos. Uma delas contou que em 2009 ela estava em um café quando ele chegou e começou a xingar os garçons, dizendo que nordestinos eram doentes e que Hitler deveria fazer com eles o mesmo que fez com os judeus. Por falar em judeus, estes foram vítimas de uma das maiores atrocidades da humanidade, o holocausto. Fatos como estes, que partem da discriminação do ser humano, estimulam uma reflexão contínua: até onde as pessoas podem chegar simplesmente por questões raciais, regionais, financeiras, religiosas, etc.? A segregação marginaliza e cria diferenças entre seres humanos, desumanizando-os. A Psicanálise e a Filosofia estudam o indivíduo há séculos, e ainda é difícil entender por que algumas pessoas destroem seus semelhantes de maneira bárbara, com justificativas racionais, cruéis e absurdas. Devemos constantemente lembrar à humanidade que todos formam um só organismo que, em conjunto, funciona maravilhosamente bem, mas que, desagregados, podem sucumbir monstruosamente. Escritora, psicanalista e autora do livro ‘Mengele me condenou a viver’
Pré-conceito e o ser humano Rio - Constantemente ainda nos deparamos com episódios que comprovam a insistência de muitos em lidar com o diferente. Aliás, mais que isso, em respeitar o próximo, partindo do princípio de que todos somos iguais. Cenas lamentáveis de um médico que ofendeu uma atendente de cinema pela sua cor de pele e de um gay sendo espancado numa boate sem qualquer justificativa retratam nossa realidade. Inúmeros são os casos de intolerância e irracionalidade, partindo de pessoas que são muito mais seres do que humanos. “Deveria estar morando na África, cuidando de orangotangos”. Essas foram as palavras do endocrinologista Heverton Menezes à atendente do cinema. Outras duas pessoas o reconheceram e também o denunciaram por insultos. Uma delas contou que em 2009 ela estava em um café quando ele chegou e começou a xingar os garçons, dizendo que nordestinos eram doentes e que Hitler deveria fazer com eles o mesmo que fez com os judeus. Por falar em judeus, estes foram vítimas de uma das maiores atrocidades da humanidade, o holocausto. Fatos como estes, que partem da discriminação do ser humano, estimulam uma reflexão contínua: até onde as pessoas podem chegar simplesmente por questões raciais, regionais, financeiras, religiosas, etc.? A segregação marginaliza e cria diferenças entre seres humanos, desumanizando-os. A Psicanálise e a Filosofia estudam o indivíduo há séculos, e ainda é difícil entender por que algumas pessoas destroem seus semelhantes de maneira bárbara, com justificativas racionais, cruéis e absurdas. Devemos constantemente lembrar à humanidade que todos formam um só organismo que, em conjunto, funciona maravilhosamente bem, mas que, desagregados, podem sucumbir monstruosamente. Escritora, psicanalista e autora do livro ‘Mengele me condenou a viver’


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