Um aconchego na hora de receber um prêmio com todo o seu caos

Morar no Rio e com todos os seus problemas, amar, querer bem. Pode não ser o olhar de todos os moradores, mas quem passa as férias na cidade demonstra uma paixão pelo cenário deslumbrante que o verão carioca reserva de beleza, sol e mar. É o olhar da pediatra, Daniela Pessoa, 26 anos, residente de Brasília e que todos os anos passa pelo menos vinte dias em solo no lugar que recebe a todos de braços abertos do alto do Corcovado pelo Cristo Redentor.

A brasiliense é só elogios pela cidade maravilhosa. "Eu me sinto acolhida, na minha cidade já passei por muita situação desagradável, a forma que estou vestindo vai dizer o lugar que eu posso ou não entrar. Na praia, todo mundo é igual, sem essa de classe social". A visão de alguém que não vive no Rio de Janeiro é um alento, no meio de tanta insegurança que os moradores são obrigados a conviver diariamente.

Porém, sempre existe motivos para comemorar. No último dia 18 de Janeiro, foi histórico, para cidade da beleza e do caos. O Rio recebeu o título da UNESCO, como a capital mundial da arquitetura. Apesar de todos os problemas de uma grande metrópole, continua sendo referência mundialmente.

Ponto positivo destacado por Sérgio Magalhães, presidente do Comitê Executivo do Congresso Mundial de Arquitetos, em entrevista ao G1. "O título proporciona um diálogo com a sociedade que pode criar um novo tempo para o enfrentamento dos desafios das nossas cidades". Os motivos para amar o Rio estão preservados na sua arquitetura premiada, na beleza natural e todas as suas riquezas.

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